quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ALMA E AMOR COMPULSIVO: O CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS

Artigo publicado no Jornal O Alto Uruguai, Caderno Saúde e Bem-estar, edição 2329, pg. 7, em 06 de novembro de 2010. ALMA E AMOR COMPULSIVO: O CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS
Albert Schweitzer que foi músico, filósofo, médico, teólogo certa vez escreveu: “você já ouviu falar naquela doença da África Central chamada doença do sono? [...] Pois também existe uma doença do sono que ataca a alma. Seu aspecto mais perigoso é que a pessoa não sente que está ficando doente. E é por isso que você tem que tomar cuidado. Assim que notar o menor sinal de indiferença, no instante em que der pela falta de uma certa seriedade, por uma perda de desejo, de entusiasmo e ânimo, tome estes sinais como advertências. Você precisa compreender que sua alma sofre se você vive superficialmente”.
Assim como Albert inquiriu, a noção das relações da doença com o estado da alma vem de longe, pois há tempos pesquisas apontam a importância do estado psicológico das pessoas na eclosão dos cânceres (neoplasias), tornando assim elas propensas ou receptivas às transformações em doenças malignas.
Também sabemos que o câncer nada mais é do que a reprodução, desorganizada e anormal, de um dado tipo de célula no organismo e isso acontece onde os olhos não podem ver. Mas o médico consegue mensurar através de um exame clínico mais apurado o estrago que acontece nas entranhas da pessoa.
Do mesmo modo, aqueles que sofrem com sentimentos angustiantes, traumas mal resolvidos, solidão, culpas, autocondenação ou mesmo no decorrer de uma depressão, o organismo perde a habilidade de reconhecer e combater as células malignas contribuindo assim para elas se reproduzirem livremente, algo como o que disse Albert (com outras palavras), no início deste texto. Então, é por isso que começa a doença, qualquer que seja? Mas se ela não fazia parte do DNA, nem foi infecto-contagiosa? Qual é a possível explicação?
Tentarei responder partindo do pressuposto que corpo e alma, ou corpo e mente ou corpo e aquilo que o leitor define por outro nome, é na realidade uma coisa só. Ele é indivisível. Se uma sofre a outra parte também sofre, etc., etc., etc. Ou seja: uma é co-dependente da outra.
Vejamos: muitas vezes os portadores de câncer são também pessoas bondosas e amáveis. Amáveis e bondosas de uma forma prestativa e generosa, ou em outras palavras: de uma maneira compulsiva (obrigatória), tendendo a oferecer prioridade às necessidades dos outros (estranhos), às suas próprias. Vou explicar melhor, caro leitor: ele (a) não se ama verdadeiramente!
A maneira que encontram para (tentar), se amar foi sendo compulsivamente bondosa para os outros, pois assim pode (imagina), receber de volta o mínimo de amor que loucamente necessita. Mas como o amor recebido de volta nunca é suficiente como quer ou espera, acaba ficando mais vulnerável à enfermidade, pois internamente fica triste, abatido, frustrado e desesperançado. Ou ‘vivendo superficialmente’ como disse Albert. Muito embora externamente lute desesperadamente para transparecer totalmente amado (a) e feliz. Ou falando de outra maneira parafraseando Albert: é alguém conformado e educado por fora, mas totalmente com ódio e frustração silenciosa por dentro.
Para os incrédulos, uma das provas que a ciência conseguiu mostrar (mensurar), foi de que nos estados depressivos ou nas situações de baixa auto-estima, os níveis de anticorpos (defesas), do corpo baixem consideravelmente, aumentando com isso a probabilidade de se ficar doente. E nisso os mais céticos piamente acreditam, pois através dos exames laboratoriais foi possível medir, contar, comparar... Porém, mesmo essas pessoas que negam a importância do estado psicológico, da alma ou daquilo que a preferem chamar, unanimemente concordam que uma vez presente o diagnóstico de câncer ou outra enfermidade, aceitam e novamente concordam que os traços da personalidade, ou mesmo a maneira, o jeito, ou o tipo de humor que o enfermo vai encarar a doença influenciará e muito na luta pela vida. Sim, caro leitor, pois como bem sabemos..., os que se entregam para a doença morrem logo.
Mas, felizmente, isso não acontece com aqueles que lutam e cultivam a esperança na vida e pela vida, pois legitimamente querem viver demonstrando atitudes de caráter prático, lutando por si mesmo, não se limitando apenas em aceitar passivamente o que de doloroso dizem as pessoas, os exames ou a própria medicina. Esses realmente sobrevivem. Eles evoluem melhor, vivem melhor e até curam-se verdadeiramente. Ficam curados porque, se a doença se origina a partir daquilo que a pessoa reflete como bem vimos, então porque a cura também não pode ser gerada a partir daquilo que ela nutre, deseja ou alimenta nos verdadeiros pensamentos? Além do mais, sei que é doloroso dizer isto, mas mesmo que venha a morrer, o acalento é que o tempo transcorrido entre o conhecimento da doença e a morte será possivelmente não só maior, como também melhor em se tratando de bem-estar e qualidade dos dias vividos com aqueles que lhe amam incondicionalmente.
feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver. Dom Helder Câmara
Autor: Desconhecido. Difusão: Geraldo Porci de Araújo. 15/11/2010.

UM SISTEMA FICHA - SUJA

Bem à moda da casa, saímos da eleição de 3 de outubro com pendências para serem decididas pela Justiça. Foram concedidas liminares garantindo algumas candidaturas e são díspares as opiniões sobre a aplicabilidade imediata da lei que dispõe sobre o assunto. Mas, pelo sim, pelo não, a simples intenção de impedir a participação de candidatos cujo passado tem certificado de inconveniência já merece ser saudada. Sem exageros, contudo. A cena política não saiu purificada do pleito. O que vai acontecer, na prática, é mais ou menos o que se passa quando se trancafiam bandidos. Tem-se alguns bandidos a menos perturbando a sociedade, mas continua havendo muito bandido na rua.
O espírito que animou essa lei parte de uma visão política que adota a moral individual como foco do problema ético, como lembrava recentemente o professor de Direito Constitucional da UFRGS, Dr. Cézar Saldanha de Souza Júnior. A moral individual tem importância, é claro, mas está longe de ser a causa maior do que se condena na realidade nacional. Causam espanto o descaso, o desinteresse, a apatia, diante de um vício estrutural, de uma imoralidade institucionalizada que joga o Brasil no fundo do poço das condutas reprováveis. É desse vício estrutural, desse modelo ficha-suja que me ocupo aqui.
Desde antes do processo constituinte integro um grupo de estudiosos que, em vez de apontar o pecado e excomungar o pecador, se dedica exaustivamente a analisar as causas daquilo que tanto desagrada a nação. Em 2005, no auge da crise do mensalão, participei de um programa de debates no qual também estava presente um dos líderes do governo na Câmara dos Deputados. Em meio às conversas, afirmei que nosso sistema político, ao convergir para a mesma pessoa o Estado, o governo e a administração, e ao obrigar essa pessoa a comprar votos para compor sua necessária maioria parlamentar, introduzia na vida nacional uma perversão insanável. Nesse momento, o deputado exclamou: "O sistema é corruptor!". Aquela frase soou como música aos meus ouvidos. Afinal, alguém influente na base do governo e no parlamento nacional estava consciente a respeito do que afirmávamos havia tantos anos. Quem sabe aquela crise haveria de acender mais luzes e promover a necessária reforma institucional? Qual o quê! Serenados os ânimos, retomaram-se as mazelas. Saiu a lei da ficha-suja e preservou-se o pior: o sistema ficha-suja.
Entenda-me o leitor. Num sistema racional, a função governo é tarefa atribuída à maioria parlamentar. No nosso, é o presidente eleito que passa a comprar votos com ministérios, cargos da administração e das estatais, emendas parlamentares e favores de toda ordem. Mas não lhe basta fazer isso uma vez, no início do governo. É preciso continuar firmando essa maioria, com favores, a cada votação importante. Ademais, ao unir na mesma pessoa aquelas três funções antes referidas - chefia do Estado, do governo e da administração - o modelo proporciona uma inconveniente concentração de poderes e permite o total aparelhamento partidário do Estado e da administração. Ora, a neutralidade é atributo exigível de ambos. Partidário é o governo. O Estado e a administração não podem ter partido. O aparelhamento da administração vai fecundar o útero da corrupção.
Não espero que o leitor concorde inteiramente com o conteúdo deste artigo. Mas saiba: a mínima concordância já não permite o sacudir de ombros, o deixa para lá. O assunto é demasiadamente sério. O que seu deputado pensa a respeito disso não é apenas importante: é determinante para os rumos da democracia no Brasil.
Autor: Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões. Difusão: Geraldo Porci de Araújo. 13/11/2010.

NOVO PUXAO EM ORELHAS MOUCAS

Tenho sob os olhos quatro documentos: 1) o Programa Nacional de Direitos Humanos – 3 (PNDH-3); 2) a declaração da CNBB sobre o tal programa, datada de 15 de janeiro deste ano; 3) o manifesto subscrito por mais de duas centenas de entidades que integram a Campanha pela Integralidade e Implementação do PNDH-3, lançado no dia 20 de maio; e 4) o discurso proferido pelo Papa Bento XVI aos bispos da Região Centro-Oeste no dia 15 deste mês de novembro.
O primeiro, o PNDH-3, é um bolo de pretensões ideológicas coberto com merengue de direitos humanos. Muito já escrevi sobre ele, apontando suas agressões a verdadeiros direitos da pessoa, como vida, liberdade e propriedade. O documento sofreu forte rejeição de vários setores. Mesmo assim, o PT o referendou de fio a pavio em seu Congresso Nacional realizado no mês de fevereiro deste ano. No entanto, com a aproximação da campanha presidencial, o bolo foi posto no freezer à espera de dias mais adequados para o retorno à vitrina da confeitaria petista.
O segundo, a declaração oficial da CNBB sobre o PNDH-3, só falta pedir desculpas por ter que discordar dele em quatro pontos. Aliás, bem contadas, das 572 palavras dessa declaração, apenas 100 podem ser lidas como expressão de divergência. As demais são de louvor e endosso àquele horroroso e mal concebido calhamaço. A entidade chega ao cúmulo de se desdobrar em elogios à “tão sonhada democracia participativa” (artimanha petista de lamentáveis resultados no Rio Grande do Sul, onde ficou tão desacreditada que saiu de pauta para nunca mais voltar). Mas até aí nada que surpreenda. A gente sabe que o coletivismo beato adora essas coisas.
O terceiro, o manifesto da Campanha pela Integralidade e Implementação do PNDH-3 é firmado por mais de duas centenas de organizações, em sua maioria pertencente ao segmento de gays, lésbicas, travestis e transgêneros. Sai em ardorosa defesa do programa, que deseja ver implantado sem alterações. Não há surpresa alguma em seu conteúdo, mas no fato de estar subscrito por organismos vinculados à mesma CNBB que apontou senões ao PNDH-3. Ali estão, por exemplo, entre os signatários do apoio, os bem conhecidos Conselho Indigenista Missionário e a Comissão Pastoral da Terra. Ali está, também, a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. E para completar o enrosco, também o subscreve o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil, o CONIC, do qual faz parte – adivinhem quem! – a própria Igreja Católica. Se você entrar no site do CONIC verá que a primeira e maior das cinco igrejas que integram aquele conselho é a Igreja Católica, representada por Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB e signatário daquela declaração de discordância a que me referi acima. Pode uma coisa dessas? Ser contra e a favor? Pode. Na CNBB pode.
Para ampliar o paradoxo, o manifesto da Campanha pela Integralidade e Implementação do PNDH-3, lá pelas tantas, afirma textualmente o seguinte: “Desde que foi lançado, em dezembro de 2009, no entanto, o PNDH-3 vem sofrendo duros ataques de setores conservadores de nossa sociedade – sobretudo da Igreja (sic), dos donos da mídia, de setores antidemocráticos do Exército e de latifundiários. Esses segmentos não reconhecem o processo de construção participativa que resultou no Programa Nacional de Direitos Humanos ...”. E lá vai a assinatura do CONIC, arrastando consigo não apenas a CNBB, mas a própria Igreja Católica em nosso país a falar mal de si mesma. Durma-se!
Por essas e por muitas outras, cada vez que Bento XVI se reúne com bispos brasileiros nas tradicionais visitas ad Limina Apostolorum, lá vem um sermão focando os desvios que tantas e tantas vezes tenho apontado na conduta da CNBB. Agora foi a vez dos senhores bispos do Centro-Oeste, recebidos no dia 15 de novembro, saírem com as orelhas ardendo. Ciente dos abusos cometidos em nome da entidade, por seus dirigentes, seus assessores e por alguns de seus organismos vinculados, que pintam e bordam em nome da CNBB e da Igreja, o Papa usou palavras firmes que, muito provavelmente, chegaram, mais uma vez, a ouvidos moucos.
Disse Sua Santidade, entre outras coisas: a) "Trata-se em definitivo de buscar que a Conferência Episcopal, com seus organismos, funcione cada vez mais como órgão propulsor da solicitude pastoral dos bispos, cuja preocupação primária deve ser a salvação das almas, que é, além disso, a missão fundamental da Igreja"; b) "Ao mesmo tempo é necessário lembrar que os assessores e as estruturas da Conferência Episcopal existem para o serviço dos bispos, não para substituí-los"; e c) "Esse organismo deve evitar colocar-se como uma realidade paralela ou substituta do ministério de cada um dos bispos" nem "constituir-se em intermediário entre o bispo e a sé de Pedro".
Quando é que a maioria dos bispos brasileiros, sensatos e fiéis, vai ouvir o Papa e fazer o que precisa ser feito na entidade que os congrega? Quando vai rever suas assessorias, instituições vinculadas e essas associações esdrúxulas a ponto de a tornarem esquizofrênica, como se viu acima?
Autor: Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.
Difusão: Geraldo Porci xde Araújo. 23/11/2010.

NO VEDLÓRIO DA OPOSIÇÃO

Ensopei o lenço. Engasgo-me em soluços. A oposição brasileira morreu, coitada. Falência múltipla de órgãos. Foi encontrada num terreno baldio, tendo um cusco sarnento como solitária e silenciosa testemunha. A notícia ainda não alcançou as redações e, por isso, somos poucos os que estamos inteirados dessa perda, que não chega a ser grande, porque a falecida já definhara, mas é triste. Gente fina, a oposição. Eu gostava dela. Mas que se há de fazer? Agora é ver se encontramos, para os ofícios de praxe, um padre ou bispo que não vá xingar a defunta de neoliberal.
Era previsível. Resistir à concentração de poderes que gravitou em torno do carisma de Lula era coisa para pouca gente. A história fornece exemplos assim, nos quais o governo alcançou tal popularidade que se permitiu todas as demasias. E a massa foi tão conivente que a oposição sucumbiu. O fato de que, com esse passamento, tenha sumido também a democracia foi um detalhe cuja relevância depende do ponto de vista perante a história. Muitos italianos, alemães e venezuelanos ficaram felizes quando isso aconteceu. Depois foi o que se viu. Lula, por exemplo, julga ter convivido com uma oposição feroz, implacável, inimiga da pátria como nunca antes neste país. Não tem espelho em casa, o Lula. Vai mandar uma caçamba com terra para ajudar no sepultamento.
Estão com o governo - conte aí nos dedos, leitor - os banqueiros e os bancários. Pode? Os empreiteiros e os operários. Os professores e os alunos. A esquerda e a direita vendida. A turma do Bolsa Família e a turma da bolsa Louis Vuitton. Os mais ferrenhos inimigos da Igreja e a CNBB. O materialismo histórico e o marxismo santarrão. Estão com o governo, até mesmo, os sempre inconciliáveis integrantes da "cozinha" dos meios de comunicação (ali onde opera o esquerdismo das sutilezas, inculto mas militante e vigilante) e os donos de influentes empresas do setor. Estão com o governo os petistas mais austeros. Falo daqueles de cenho cerrado, que sequer se permitem rir porque o riso é expressão de alienação burguesa, que quando falam em ética fazem tremer os lustres, lançam chispas pelos olhos e ganham aquele tom arroxeado, prenúncio de vulcânicas erupções de moralidade. Paradoxo: se olharem ao redor, esses moralistas de microfone reconhecerão, como parceiros, todos os políticos cuja ficha, digamos assim, não sai limpa nem de um tanque com creolina. Estão com o governo os grandes e os pequenos interesses. Está com o governo a massa de prefeitos e de governadores, ávida pelas migalhas que caem da mesa do poder.
Bom, eu cansei de avisar. É de uma imprudência inconcebível colocar nas mesmas mãos a chefia do Estado, do governo e da administração. É uma temeridade conferir a essa mesma pessoa a iniciativa exclusiva em relação às leis mais importantes, o direito de emitir medidas provisórias, a indicação de ministros aos tribunais superiores. É loucura proporcionar-lhe 65% por cento do bolo tributário, a liberação de emendas parlamentares (mecanismo usado para gratificar o adesismo congressual), a autorização para operar emissoras de rádio e tevê e, a par disso, as maiores verbas publicitárias do país. Não existe um único mal intencionado que admita viver longe desse poder e grana! Juntos nos governam, sem oposição. E 43 milhões de eleitores, à luz de velas, sem rumo cívico, pranteiam a falecida. Zero Hora, 21/11/2010. Autor: Perciva Puggina. Difusão: Geraldo Porci de Araújo. 23/11/201.
Ensopei o lenço. Engasgo-me em soluços. A oposição brasileira morreu, coitada. Falência múltipla de órgãos. Foi encontrada num terreno baldio, tendo um cusco sarnento como solitária e silenciosa testemunha. A notícia ainda não alcançou as redações e, por isso, somos poucos os que estamos inteirados dessa perda, que não chega a ser grande, porque a falecida já definhara, mas é triste. Gente fina, a oposição. Eu gostava dela. Mas que se há de fazer? Agora é ver se encontramos, para os ofícios de praxe, um padre ou bispo que não vá xingar a defunta de neoliberal.
Era previsível. Resistir à concentração de poderes que gravitou em torno do carisma de Lula era coisa para pouca gente. A história fornece exemplos assim, nos quais o governo alcançou tal popularidade que se permitiu todas as demasias. E a massa foi tão conivente que a oposição sucumbiu. O fato de que, com esse passamento, tenha sumido também a democracia foi um detalhe cuja relevância depende do ponto de vista perante a história. Muitos italianos, alemães e venezuelanos ficaram felizes quando isso aconteceu. Depois foi o que se viu. Lula, por exemplo, julga ter convivido com uma oposição feroz, implacável, inimiga da pátria como nunca antes neste país. Não tem espelho em casa, o Lula. Vai mandar uma caçamba com terra para ajudar no sepultamento.
Estão com o governo - conte aí nos dedos, leitor - os banqueiros e os bancários. Pode? Os empreiteiros e os operários. Os professores e os alunos. A esquerda e a direita vendida. A turma do Bolsa Família e a turma da bolsa Louis Vuitton. Os mais ferrenhos inimigos da Igreja e a CNBB. O materialismo histórico e o marxismo santarrão. Estão com o governo, até mesmo, os sempre inconciliáveis integrantes da "cozinha" dos meios de comunicação (ali onde opera o esquerdismo das sutilezas, inculto mas militante e vigilante) e os donos de influentes empresas do setor. Estão com o governo os petistas mais austeros. Falo daqueles de cenho cerrado, que sequer se permitem rir porque o riso é expressão de alienação burguesa, que quando falam em ética fazem tremer os lustres, lançam chispas pelos olhos e ganham aquele tom arroxeado, prenúncio de vulcânicas erupções de moralidade. Paradoxo: se olharem ao redor, esses moralistas de microfone reconhecerão, como parceiros, todos os políticos cuja ficha, digamos assim, não sai limpa nem de um tanque com creolina. Estão com o governo os grandes e os pequenos interesses. Está com o governo a massa de prefeitos e de governadores, ávida pelas migalhas que caem da mesa do poder.
Bom, eu cansei de avisar. É de uma imprudência inconcebível colocar nas mesmas mãos a chefia do Estado, do governo e da administração. É uma temeridade conferir a essa mesma pessoa a iniciativa exclusiva em relação às leis mais importantes, o direito de emitir medidas provisórias, a indicação de ministros aos tribunais superiores. É loucura proporcionar-lhe 65% por cento do bolo tributário, a liberação de emendas parlamentares (mecanismo usado para gratificar o adesismo congressual), a autorização para operar emissoras de rádio e tevê e, a par disso, as maiores verbas publicitárias do país. Não existe um único mal intencionado que admita viver longe desse poder e grana! Juntos nos governam, sem oposição. E 43 milhões de eleitores, à luz de velas, sem rumo cívico, pranteiam a falecida. Zero Hora, 21/11/2010. Autor: Perciva Puggina. Difusão: Geraldo Porci de Araújo. 23/11/201.

PARA REFLETIR...E MUDAR!!!

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: - "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?" Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança.
Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos! "Não, o meu marido não me faz feliz"! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).
- "Não, o meu marido não me faz feliz"! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). "O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.
- Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.
- Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.
- Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.
- As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.
- Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.
- Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.
- Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade! SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.
- Peça apenas ao Universo/Deus/Espírito Maior que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.
- NÃO REFLITA, APENAS.MUDE! E SEJA FELIZ!
Autor: Desconhecido. Difusão: Geraldo Porci de Aeaújo.23/11/2010.

SENTMENTOS

Certa vez, recebi uma mensagem dizendo que receber e-mails faz bem à saúde. Se tem algum embasamento científico, não sei. Mas, se eu consultar meus sentimentos, não tenho dúvida alguma de que isso é uma realidade.
Conheço pessoas simplesmente fantásticas, com as quais troco lindas mensagens. Fico Feliz,todos os dias, perto, mesmo que a milhares de quilômetros, de pessoas que pertencem à minha vida.
São pessoas que gostam de gente. Em cada mensagem encontro um abraço que diz: estou junto. Encontros, mesmo que virtuais, fazem parte do relacionamento, a objetivar a lapidação do ser.
Confesso a todos que encaminho mensagens ocupam um lugar cativo na minha vida. As mensagens evidenciam vida. A troca de mensagens reflete-se em corrente positiva, e até, em muitos momentos, terapêutica.
União para Paz mundial, nem que seja virtual, é o sentimento que deve ser adotado por todos. Às vezes, não se conta com um retorno.
Mas a vida é assim! Mantenho a lembrança de muitas pessoas, devido a duas palavras fundamentais: Iniciativa: de enviar mensagens. Investimento: na conservação da amizade. Seja um jardim, a doar beleza, e espalhar alegrias. Autoria desconhecida.
Autor: Desconhecido. Difusão: Geraldo Porci de Areaújo. 23/11/2010.

DEUS ESTÁ NO CONTROLE

Por favor, ler com fé !!! Esta é uma oração impressionante. Crê implesmente Nele e serás abençoado. Lucas 18:27O problema com muitos de nós é que não cremos que Deus abrirá uma janela e derramará bênçãos sem medidas na vida de cada um que não teremos lugar nem saberemos como recebê-las.
01) Você terá ajuda de alguém de quem não espera; (02) Você será demasiado relevante para ser ignorado; (03) Você terá um encontro com Deus e você jamais será o mesmo. A oração por você hoje é: As mãos que enviarão esta mensagem a outros não trabalhem .A boca que diz Amém a esta oração reine para sempre. em vão, Permaneça no amor a Deus, enviando esta oração a todos em sua lista.
Tenha uma viagem fascinante pela vida no amor a Jesus Cristo. Se você necessita de verdade uma benção, continue lendo esta mensagem. Pai Divino, Deus amável e piedoso, te rogo que abençoes abundantemente a minha família e a mim.
Sei que o senhor reconhece que uma família é mais que uma mãe, pai, irmã,
esposo, esposa, para todos os que crêem e confiam em Ti. Pai, peço a ti Senhor, bênçãos e graças não somente para a pessoa que me enviou esta oração, más também para mim e para todos a quem enviei esta mensagem... Pai Divino, Deus amável e piedoso, te rogo que abençoes abundantemente a minha família e a mim.
Pai, peço a ti Senhor, bênçãos e graças não somente para a pessoa que me enviou esta oração, más também para mim e para todos a quem enviei esta mensagem...
E que a força da união em oração daqueles que crêem e confiam no Senhor seja mais poderosa que qualquer outra coisa. Agradeço-te de todo coração e com a certeza que as tuas bênçãos chegarão à minha vida. Deus Pai, livra a pessoa que lê esta oração agora, de dívidas e de preocupações por causas de dívidas.
Envia a tua sabedoria santa para que eu possa ser um bom administrador sobre tudo quanto o Senhor me tem dado e proporcionado, pois sei que és maravilhoso e poderoso e se te obedecermos e caminhamos em tua palavra tenhamos fé mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, o Senhor derramará as tuas bênçãos sobre nós.
Agradeço-te Senhor pelas bênçãos recebidas e por aquelas que hei de receber porque sei que ainda tens muito para fazer por mim e muito mais que nem eu consigo imaginar. Em nome de Jesus Cristo nosso Salvador, te rogo.
AMÉM TOME 60 SEGUNDOS e envie esta mensagem rapidamente e em horas, você terá feito com que uma corrente de muitas pessoas ore a Deus, uns pelos outros. Então, agora sente e observe o poder de Deus trabalhando em sua vida por teres feito a coisa que você sabe que ele ama. SEJA ABENÇOADO!!
Autor: Desconhecido. Difusão: Geraldo Porci e Araújo. 22//11/2010.