quinta-feira, 18 de junho de 2009

FÁBULA MODERNA

FÁBULA MODERNA
Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos: “e plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?” Eu não”, disse a vaca.
“Nem eu”, emendou o pato. “Eu também não”, falou o porco. “Eu muito menos”, completou o bode. “Então eu mesma planto”, disse a galinha. E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados. “Quem vai me ajudar a colher o trigo?”, quis saber a galinha.
“Eu não”, disse o pato. “Não faz parte de minhas funções”, disse o porco. “Não depois de tantos anos de serviço”, exclamou a vaca. “Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego”, disse o bode.
“Então eu mesma colho”, falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma.
Finalmente, chegou a hora de preparar o pão. “Quem vai me ajudar a assar o pão?” indagou a galinha. “Só se me pagarem hora extra”, falou a vaca. “Eu não posso por em risco meu auxílio-doença”, emendou o pato. “Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão”, disse o porco.
“Caso só eu ajude, é discriminação”, resmungou o bode. “Então eu mesma faço”, exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que vizinhos pudessem ver. De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço.
Mas a galinha simplesmente disse: “Não! Eu vou comer os cinco pães sozinha”. “Lucros excessivos!”, gritou a vaca. “Sanguessuga capitalista!”, exclamou o pato. “Sanguessuga capitalista!”, exclamou o pato. O porco, esse só grunhiu.
Eles pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades. (INJUSTIÇA! INJUSTIÇA! INJUSTIÇA! INJUSTIÇA!)
Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha: “Você não pode ser assim egoísta” “Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor”, defendeu-se a galinha.

“Exatamente”, disse o funcionário do governo. “Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser. Mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada”. E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: “eu estou grata”, “eu estou grata”.
Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão. Essa fábula deveria ser distribuída e estudada em todas as escolas brasileiras. Quem sabe assim, em uma em uma ou duas gerações, sua mensagem central pudesse tomar o lugar de toda essa papagaiada pseudo-socialista que insiste em assombrar nosso país e condená-lo à eterna miséria.
Autoria do texto: Ronald Reagan

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