T-000001/ HISTÓRIA E FOTOS DE UBERABA
Histórico:
Em 10 de agosto de 1896 chegou a Uberaba, Dom Eduardo Duarte da Silva Bispo de Goiás, "que para aqui transferia a sede de sua diocese, trazendo todos os Seminaristas e o corpo docente do Seminário Episcopal Santa Cruz, da Cidade Goiás. O único edifício em condições de alojar o Seminário era o do Colégio Uberabense”, (COUTINHO, 2000, p.51) que ficava no Alto das Mercês. 1899, Dom Eduardo, preocupado com a falta de instrução para a população de Uberaba e região, transformou o Seminário no Colégio Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, que foi entregue aos padres recém chegados, sob a direção do Frei Caledônio de São Mateus. Esses mantiveram o colégio em atividade até o final de 1902, ano em que os Irmãos Maristas tomaram a direção, conforme era a vontade do Bispo. O prédio foi construído em 1893, com recursos obtidos através de uma Sociedade de Ações, liderada pelo farmacêutico Francisco Sebastião da Costa. Já no início de 1905, diante da crescente procura por vagas, o estabelecimento estava insuficiente para conter os alunos. A partir deste ano os Irmãos começaram a ampliação do prédio: - 1905 - Construção de barracão coberto de zinco. - 1908 - Aquisição de um terreno de 10 hectares. - 27/12/1910 - Inauguração da construção de um bloco de edifício complementar - Pavilhão Frumentius. - 02/02/1921 - Inauguração de um bloco em forma de L. - 1923 - Construção de passarelas e varandas, unindo os diversos blocos de edifícios. - 1925 - Construção de um galpão para depósito, no fundo da propriedade. - 15/08/1944 - Inauguração da Capela. - 26/08/1944 - Inauguração do bloco onde hoje é à entrada do Colégio. - 1957 - Demolição do Pavilhão Frumentius. - 19/03/1958 - Inauguração do galpão e sala de estudos menores. - 10/08/1958 - Inauguração de mais um pavilhão onde hoje, estão o Salão de Atos e o Maristinha. - 13/08/1959 - Inauguração do último bloco. - 1961 - Demolição do prédio construído em 1893. Em seu local foi construído o jardim e o estacionamento para automóveis, - 1969 – O terreno adquirido em 1908 foi vendido. Hoje é o Condomínio Morado das Fontes. - 1977 - Inauguração de uma Capelinha. - 10/05/1988 - Inauguração do Ginásio Poliu esportivo. Durante a década de 1990 o prédio sofreu reformas e adaptações, sem modificar sua estrutura.
Histórico:
"Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz. A água viria do "olho d'água do Indaiá", conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, e o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para a frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foi remodelada, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia, Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada , sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). A Praça Rui Barbosa, após modificações, tornou-se estacionamento de automóveis até a década de 1980.
Histórico:
Ao falar da antiga Fábrica de Tecidos não podemos esquecer da pessoa de João Boff, um dos homens que, no campo industrial, prestou grandes serviços à Uberaba. O Jornal "Correio Católico", de 31 de Agosto de 1924 publicou a seguinte matéria: "Foi lavrada a escritura legalizando a Companhia (Indústria e Comércio) Limitada, com sede nesta cidade. A Móvel Companhia, organizada pelo Sistema das Sociedades Anônimas, por quotas, acaba de construir uma Fábrica de Tecidos, no pitoresco Alto São Benedito". Em fins de 1924 já inaugurava a Fábrica de Tecidos. O referido Jornal, Correio Católico, de 16 de Agosto de 1925, novamente publicou: "Uberaba vai-se mais enriquecer na sua vida industrial, portanto, acabaram de chegar para a Cia. Indústria e Comércio, Fábrica de Tecidos, mais vinte e quatro teares e uma completa série de máquinas para uma bem organizada tinturaria, assim como também está fechado contrato com uma importante Usina Inglesa, a vinda de uma importantíssima máquina para "fiação" para a qual já está em construção um pavilhão que há de abrigar esse importante aparelho mecânico. Ficará então à fábrica de Tecidos aparelhada para a confecção de todo e qualquer tecido que se queira idealizar". A Lei nº. 590, de 11 de Agosto de 1928, - concede favores à Fábrica de Tecidos. O povo do Município de Uberaba, por seus vereadores, votou e sancionou a seguinte lei: Art. 1º. - A Câmara Municipal de Uberaba, concede aos Srs. José Ferreira de Mendonça, Alberto Martins F. Borges, José Bahia Mascarenhas, Antônio Martins Fontoura Borges e Antônio M. Borges ou à empresa que se organizar para a exploração da Fábrica de Tecidos Indústria e Comércio desta cidade, os seguintes favores: isenção dos impostos municipais durante dez anos, a partir de 1º de Outubro de 1928, isenção de pagamento de licença para construção de casas para operários da fábrica, etc. Decreto - 144, de 12 de Novembro de 1938, declara vencido o prazo de dez anos de isenção de impostos e mais favores concedidos constantes da Lei nº. 590, de 11 de Agosto de 1928. A Fábrica de Tecidos ficou instalada no Bairro São Benedito, na Avenida Alberto Martins Fontoura Borges, provavelmente até 1975. No ano de 1979 já estava instalada no Distrito Industrial II, e no ano de 1992 declarou falência.
Histórico:
Fotográfico: Em 27 de dezembro de 1879, o vereador Capitão-Mor, José Bento do Valle, apresentou um projeto de construção de um Mercado Municipal. O local escolhido foi o Alto do Rosário ou, mais propriamente, a Rua Alegre (atual Lauro Borges), onde, hoje, está localizado o Fórum Melo Viana. Apesar de algumas autoridades irem contra a instalação do mercado na Rua Alegre, ele ali foi instalado e permaneceu, até 1923. Em 1922, na gestão do Agente Executivo Dr. João Henrique Sampaio Vieira da Silva começaram as obras de construção de um novo Mercado, na praça Cel. Manoel Terra, pois o da Rua Alegre, não satisfazia mais a população, devido ao pouco espaço físico. A sua inauguração só se deu no dia 02 de agosto de 1924, na gestão do Agente Executivo Geraldino Rodrigues da Cunha. A construtora responsável pelas obras foi a Salles Oliveira e Valle Ltda. Em 1936, o Mercado Municipal sofreu reforma, a qual foi feita pela mesma Construtora Salles Oliveira e Valle Ltda, sendo concluída em 1937. Depois de anos de total abandono e descaso, o Mercado Municipal foi reformado e ampliado, sem sofrer alterações em seu padrão arquitetônico. Esta reforma foi executada na administração do Prefeito Municipal, Dr. Hugo Rodrigues da Cunha, sendo concluído pelo, Prefeito Municipal, Engenheiro Luís Guaritá Neto, em 20 de maio de 1993.
Histórico:
O Liceu de Artes, o Batalhão da Polícia Militar e SENAI O prédio que serviu por longos anos como Liceu de Artes e Ofícios e Escola Normal foram transformados em Batalhão da Polícia Militar, recebendo do industriário americano Henry Ford, a doação da verba para a construção do pavilhão que recebeu o seu nome em homenagem. Em 1947 o atual prédio do Batalhão da Polícia Militar é doado pelo Governo do Estado para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI que a partir daí, começa a desenvolver suas atividades em Uberaba.
Histórico:
"A Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores teve sua construção iniciada em 1926, com projeto do Padre Everard, também engenheiro e arquiteto. As obras de construção ficaram a cargo do italiano Santos Guido. Em 1929, o construtor foi substituído pelo Sr. Carlos Biela. Concluída em novembro de 1930, a Capela prosseguiu recebendo trabalhos de ornamentação nos anos seguintes. Em 1937, foram finalizados os trabalhos do teto da capela e da sacristia" (IEPHA, 1987).
Histórico:
Segundo Hildebrando de Araújo Pontes, a Rua Segismundo Mendes "começa na Rua Santo Antônio e finaliza na Praça Comendador Quintino. É atravessada em magnífica ponte de cimento armado pelo Córrego das Lajes que separa, à margem esquerda, a Colina da Matriz e à direita o Alto dos Estados Unidos. Atravessam-na ainda as ruas Vigário Silva, Alaor Prata e Dr. Lauro Borges e Avenida Leopoldino de Oliveira, às margens do referido córrego. É calçada a paralelepípedos em toda a sua extensão. Foi tentada de modo infrutífero a sua arborização entre as ruas Santo Antônio e Alaor Prata. A rua Seg1ismundo compõe-se de três partes distintas, a saber: 1ª a da antiga rua do 'Mercado', antes chamada das 'Flores', com extremos entre a rua 'Alaor Prata' ao fim da 'Sete de Setembro'. O trecho da mesma entre a Rua Alaor Prata e a Praça Comendador Quintino, na nomenclatura de 1900, foi dividido em 'rua' e 'ladeira', ambas com a denominação Brasil. Em 1916 a Câmara Municipal mudou esta denominação para rua 'Dr. Lauro Borges', 2ª teve esta origem: em 1918, estando já aberta ao trânsito a 'Rua Nova' entre Alaor Prata e Vigário Silva, no prolongamento da rua Dr. Lauro Borges, só de casas construídas pelo Cel. Eliezer Mendes dos Santos, o Governo Municipal deu às ladeiras do Mercado (ou do Fórum) e Rua General Carneiro, o nome do Doutor Lauro Borges. Assim, as ruas 'Doutor Lauro Borges' e 'Nova, ' reunidas numa só, receberam o nome de Segismundo Mendes, filho daquele coronel. Em (1928), anexou-se a esta o trecho da nova rua aberta entre Vigário Silva e Santo Antônio*. Lembra o nome do vereador e grande industrial uberabense, Segismundo Mendes dos Santos, falecido a 30 de outubro de 1918" (PONTES, 1978, p.296). A rua começa, atualmente, na Praça Comendador Quintino e finaliza na Rua Santo Antônio, de acordo com a lista de assinantes da Empresa Telefônica de Uberaba. * NE - O Decreto Lei que autorizou a desapropriação dos terrenos é o de nº 564 de 06 de fevereiro de 1928.
Histórico:
A Rua São Miguel "começa na Praça Frei Eugênio e finaliza na praça Dr. Tomás Ulhôa. Dá nascimento, à direita, a travesso Ernesto Pena. É atravessada pelas ruas Santo Antônio, Vigário Silva e do Carmo. Em tosca ponte de madeira é atravessada pelo Córrego do Capão da Igreja. É sarjetada e abaulada acima da Rua Santo Antônio. Pertence, antes da ponte, à Colina da Matriz, e além, à D'Abadia, no trecho da Misericórdia. Em 1855 chamava-se Rua da Alegria, posteriormente, do José Fernandes do Ezequiel. A Comissão Recenseadora de 1880 deu-lhe o nome de Rua do Carmo, que o Tenente Coronel Sampaio mudou para São Miguel, que tem até hoje. É vulgarmente conhecida por Bacolerê" (PONTES, 1978, p.295). Na década de 1970, a Rua São Miguel, passou a denominar-se rua Dr. Paulo Pontes. A atual Rua Doutor Paulo Pontes, inicia na Praça Frei Eugênio e finaliza na Rua Vigário Silva, dando início à Rua Quenga Vaz, que finda na praça Dr. Thomaz Ulhôa.
Histórico:
"A Companhia Mojiana inaugurou-se, em Uberaba, no dia 23 de abril de 1889. O prolongamento de seus trilhos até esta cidade deveu-se, principalmente, aos esforços do Major Joaquim José de Oliveira Pena (Senador Pena) que, na Assembléia Estadual, coadjuvado por seu colega Comendador Joaquim Antônio Gomes da Silva (um dos ilustres filhos de Frutal), conseguiu a realização do grande melhoramento. Era Presidente da Província, o Dr. Antônio Gonçalves Chaves; Engenheiro-Chefe da Mojiana, o Dr. Joaquim Miguel Ribeiro Lisboa, signatários do contrato. A Rua do Comércio (atual Artur Machado) denominou-se, por algum tempo, "Rua Barão de Ataliba", em homenagem ao Barão de Ataliba Nogueira, um dos diretores da Mojiana. Era o início de uma fase magnífica de prosperidade. As pontas dos trilhos da Mojiana aqui ficaram por cerca de 7 (sete) anos, pois, o trecho compreendido entre Uberaba e São Pedro do Uberabinha (Uberlândia) só seria inaugurado em 21 de dezembro de 1895. A Mojiana integrou-se, definitivamente, na nossa civilização" (MENDONÇA, 1974, p.121-122). Devido ao crescimento de Uberaba, a Estação Férrea localizada no final da Rua Artur Machado já não comportava mais o crescimento da cidade. Em janeiro de 1946, deu início à construção da nova Estação Férrea. O descontentamento dos moradores da Rua Artur Machado obrigou-os a proceder a um abaixo-assinado contra a mudança da Estação. O abaixo-assinado foi publicado no jornal "O Triângulo", de Uberaba, em 11 de maio de 1948. Cerca de duzentas assinaturas foram encaminhadas ao Sr. Dr. Henrique Von Kruger, ilustre presidente da Câmara Municipal de Uberaba. Mesmo com o apelo de alguns moradores e comerciantes daquela rua, a Cia. Mogiana transferiu-se para a Praça Doutor Rebouças, neste mesmo ano. O engenheiro responsável pela construção do novo prédio foi o Dr. Abel Reis. Em 10 de novembro de 1971, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, juntamente com outras quatro Ferrovias do Estado de São Paulo, foram incorporadas à FEPASA - Ferrovia Paulista S.A., por força do Decreto nº 10.410, de 28 de outubro do mesmo ano. Atualmente, a FEPASA, não mais mantém os carros de passageiros, os mesmos foram desativados em setembro de 1997, executando apenas, o transporte de cargas. A 1ª Estação Férrea de Uberaba localizava-se no alto da Boa Vista, na atual Rua Menelick de Carvalho, onde atualmente funciona a Engeset.
Histórico:
A Rua Tristão de Castro "começa no canto superior direito da Praça Rui Barbosa e finaliza na Rua Triângulo Mineiro**. Dela partem, à esquerda, a rua Cel. Carlos Rodrigues da Cunha; à direita, a Travessa Cel. José Ferreira, à esquerda a Travessa Frei Eugênio; é atravessada pela Travessa da Força e ruas Teófilo Otoni e José de Alencar. Fica na Colina da Matriz. Desde a sua formação anteriormente a 1880, já se conhecia pelo nome de rua Azagaia, ou simplesmente, do 'Zagaia', nome este derivado da semelhança do terreno em que essa via se desenvolveu, com os campos do conhecido Chapadão do Zagaia, ao sul do arraial do Desemboque. A comissão recenseadora de 1880 contemplando-a com o nome de 'Antiga rua do Azagaia', deu-lhe, todavia, o nome de 'Rua de São Miguel', que o Tenente Coronel Sampaio mudou para Tristão de Castro, em lembrança de Tristão de Castro Guimarães, doador do patrimônio do Arraial da Capelinha, nas cabeceiras do Lajeado dos Ribeiros. Uma metade desta rua acha-se calçada por paralelepípedos, e a outra por macadame"(PONTES, 1978, p.299-300). A atual Rua Tristão de Castro começa na Praça Rui Barbosa e finaliza na Avenida Alberto Martins Fontoura Borges, no Bairro São Benedito. * NE - A Rua Triângulo Mineiro é a atual Av. Alberto Martins Fontoura Borges.
Histórico:
A rua "Dr. João Pinheiro começa na Rua Saldanha Marinho e finaliza no campo além da Vila Carlos Machado que fica à direita. É atravessada em ponte de arco de tijolos, pelo Córrego do Pontilhão e pelas ruas Doutor João Caetano, Padre Zeferino e Padre Francisco Rocha. Nela finalizam à esquerda, a Rua Silva Jardim ou Santo Eustáquio; e à direita, parte da Rua Engenheiro Cândido Gomide, acima das Oficinas da Companhia Mogiana. É asfaltada da Rua Saldanha Marinho ao cruzamento do Padre Zeferino, e daqui para cima, apenas sarjeteada, até a Rua Padre Francisco Rocha. Pertence aos altos do Fabrício e da Estação. É uma das ruas mais antigas de Uberaba. Teve diferentes nomes conforme as pessoas distintas que a habitavam. Assim foi rua dos 'Lemes', do 'Vieira', do 'Firmino', etc. em 1855 era conhecida pelo nome de rua dos 'Ingleses', logo depois rua da 'Pinga', como ainda hoje se diz. A comissão recenseadora de 1880 encontrou-a com o nome de Antiga rua da Pinga, e deu-lhe o de rua das Flores, que em 1908, recebeu a denominação oficial de rua Dr. João Pinheiro. De futuro, esta rua será prolongada do quarteirão entre as ruas Saldanha Marinho e Vigário Silva, ligando-se à rua Major Eustáquio. Este melhoramento, cuja execução virá descongestionar o trânsito da rua Artur Machado entre as Estações Férreas da Mogiana e Oeste de Minas” (PONTES, 1978, p.285). A atual Rua João Pinheiro começa na Avenida Leopoldino de Oliveira e finaliza no Conjunto Habitacional Morada do Sol.
Histórico:
“Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz”. A água viria do "olho d'água do Indaiá", conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, e o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foram remodeladas, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada, sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). Vista geral da Praça, destacando a coluna de Cristo e o Chafariz.
Histórico:
"Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz. A água viria do "olho d'água do Indaiá", Conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, E o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para a frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foi remodelada, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada , sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). A foto destaca os condutores de veículos de praça, prestando homenagem ao prefeito Guilherme Ferreira, que em um período relativamente curto, construiu cerca de 600 km de magníficas estradas de rodagens e eliminou por completo a cobranças de taxas e pedágios que vigoravam em todos os caminhos de automóveis do município.
Histórico:
Em 10 de agosto de 1896 chegou a Uberaba, Dom Eduardo Duarte da Silva Bispo de Goiás, "que para aqui transferia a sede de sua diocese, trazendo todos os Seminaristas e o corpo docente do Seminário Episcopal Santa Cruz, da Cidade Goiás. O único edifício em condições de alojar o Seminário era o do Colégio Uberabense”, (COUTINHO, 2000, p.51) que ficava no Alto das Mercês. 1899, Dom Eduardo, preocupado com a falta de instrução para a população de Uberaba e região, transformou o Seminário no Colégio Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, que foi entregue aos padres recém chegados, sob a direção do Frei Caledônio de São Mateus. Esses mantiveram o colégio em atividade até o final de 1902, ano em que os Irmãos Maristas tomaram a direção, conforme era a vontade do Bispo. O prédio foi construído em 1893, com recursos obtidos através de uma Sociedade de Ações, liderada pelo farmacêutico Francisco Sebastião da Costa. Já no início de 1905, diante da crescente procura por vagas, o estabelecimento estava insuficiente para conter os alunos. A partir deste ano os Irmãos começaram a ampliação do prédio: - 1905 - Construção de barracão coberto de zinco. - 1908 - Aquisição de um terreno de 10 hectares. - 27/12/1910 - Inauguração da construção de um bloco de edifício complementar - Pavilhão Frumentius. - 02/02/1921 - Inauguração de um bloco em forma de L. - 1923 - Construção de passarelas e varandas, unindo os diversos blocos de edifícios. - 1925 - Construção de um galpão para depósito, no fundo da propriedade. - 15/08/1944 - Inauguração da Capela. - 26/08/1944 - Inauguração do bloco onde hoje é à entrada do Colégio. - 1957 - Demolição do Pavilhão Frumentius. - 19/03/1958 - Inauguração do galpão e sala de estudos menores. - 10/08/1958 - Inauguração de mais um pavilhão onde hoje, estão o Salão de Atos e o Maristinha. - 13/08/1959 - Inauguração do último bloco. - 1961 - Demolição do prédio construído em 1893. Em seu local foi construído o jardim e o estacionamento para automóveis, - 1969 – O terreno adquirido em 1908 foi vendido. Hoje é o Condomínio Morado das Fontes. - 1977 - Inauguração de uma Capelinha. - 10/05/1988 - Inauguração do Ginásio Poliu esportivo. Durante a década de 1990 o prédio sofreu reformas e adaptações, sem modificar sua estrutura.
Histórico:
"Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz. A água viria do "olho d'água do Indaiá", conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, e o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para a frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foi remodelada, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia, Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada , sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). A Praça Rui Barbosa, após modificações, tornou-se estacionamento de automóveis até a década de 1980.
Histórico:
Ao falar da antiga Fábrica de Tecidos não podemos esquecer da pessoa de João Boff, um dos homens que, no campo industrial, prestou grandes serviços à Uberaba. O Jornal "Correio Católico", de 31 de Agosto de 1924 publicou a seguinte matéria: "Foi lavrada a escritura legalizando a Companhia (Indústria e Comércio) Limitada, com sede nesta cidade. A Móvel Companhia, organizada pelo Sistema das Sociedades Anônimas, por quotas, acaba de construir uma Fábrica de Tecidos, no pitoresco Alto São Benedito". Em fins de 1924 já inaugurava a Fábrica de Tecidos. O referido Jornal, Correio Católico, de 16 de Agosto de 1925, novamente publicou: "Uberaba vai-se mais enriquecer na sua vida industrial, portanto, acabaram de chegar para a Cia. Indústria e Comércio, Fábrica de Tecidos, mais vinte e quatro teares e uma completa série de máquinas para uma bem organizada tinturaria, assim como também está fechado contrato com uma importante Usina Inglesa, a vinda de uma importantíssima máquina para "fiação" para a qual já está em construção um pavilhão que há de abrigar esse importante aparelho mecânico. Ficará então à fábrica de Tecidos aparelhada para a confecção de todo e qualquer tecido que se queira idealizar". A Lei nº. 590, de 11 de Agosto de 1928, - concede favores à Fábrica de Tecidos. O povo do Município de Uberaba, por seus vereadores, votou e sancionou a seguinte lei: Art. 1º. - A Câmara Municipal de Uberaba, concede aos Srs. José Ferreira de Mendonça, Alberto Martins F. Borges, José Bahia Mascarenhas, Antônio Martins Fontoura Borges e Antônio M. Borges ou à empresa que se organizar para a exploração da Fábrica de Tecidos Indústria e Comércio desta cidade, os seguintes favores: isenção dos impostos municipais durante dez anos, a partir de 1º de Outubro de 1928, isenção de pagamento de licença para construção de casas para operários da fábrica, etc. Decreto - 144, de 12 de Novembro de 1938, declara vencido o prazo de dez anos de isenção de impostos e mais favores concedidos constantes da Lei nº. 590, de 11 de Agosto de 1928. A Fábrica de Tecidos ficou instalada no Bairro São Benedito, na Avenida Alberto Martins Fontoura Borges, provavelmente até 1975. No ano de 1979 já estava instalada no Distrito Industrial II, e no ano de 1992 declarou falência.
Histórico:
Fotográfico: Em 27 de dezembro de 1879, o vereador Capitão-Mor, José Bento do Valle, apresentou um projeto de construção de um Mercado Municipal. O local escolhido foi o Alto do Rosário ou, mais propriamente, a Rua Alegre (atual Lauro Borges), onde, hoje, está localizado o Fórum Melo Viana. Apesar de algumas autoridades irem contra a instalação do mercado na Rua Alegre, ele ali foi instalado e permaneceu, até 1923. Em 1922, na gestão do Agente Executivo Dr. João Henrique Sampaio Vieira da Silva começaram as obras de construção de um novo Mercado, na praça Cel. Manoel Terra, pois o da Rua Alegre, não satisfazia mais a população, devido ao pouco espaço físico. A sua inauguração só se deu no dia 02 de agosto de 1924, na gestão do Agente Executivo Geraldino Rodrigues da Cunha. A construtora responsável pelas obras foi a Salles Oliveira e Valle Ltda. Em 1936, o Mercado Municipal sofreu reforma, a qual foi feita pela mesma Construtora Salles Oliveira e Valle Ltda, sendo concluída em 1937. Depois de anos de total abandono e descaso, o Mercado Municipal foi reformado e ampliado, sem sofrer alterações em seu padrão arquitetônico. Esta reforma foi executada na administração do Prefeito Municipal, Dr. Hugo Rodrigues da Cunha, sendo concluído pelo, Prefeito Municipal, Engenheiro Luís Guaritá Neto, em 20 de maio de 1993.
Histórico:
O Liceu de Artes, o Batalhão da Polícia Militar e SENAI O prédio que serviu por longos anos como Liceu de Artes e Ofícios e Escola Normal foram transformados em Batalhão da Polícia Militar, recebendo do industriário americano Henry Ford, a doação da verba para a construção do pavilhão que recebeu o seu nome em homenagem. Em 1947 o atual prédio do Batalhão da Polícia Militar é doado pelo Governo do Estado para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI que a partir daí, começa a desenvolver suas atividades em Uberaba.
Histórico:
"A Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores teve sua construção iniciada em 1926, com projeto do Padre Everard, também engenheiro e arquiteto. As obras de construção ficaram a cargo do italiano Santos Guido. Em 1929, o construtor foi substituído pelo Sr. Carlos Biela. Concluída em novembro de 1930, a Capela prosseguiu recebendo trabalhos de ornamentação nos anos seguintes. Em 1937, foram finalizados os trabalhos do teto da capela e da sacristia" (IEPHA, 1987).
Histórico:
Segundo Hildebrando de Araújo Pontes, a Rua Segismundo Mendes "começa na Rua Santo Antônio e finaliza na Praça Comendador Quintino. É atravessada em magnífica ponte de cimento armado pelo Córrego das Lajes que separa, à margem esquerda, a Colina da Matriz e à direita o Alto dos Estados Unidos. Atravessam-na ainda as ruas Vigário Silva, Alaor Prata e Dr. Lauro Borges e Avenida Leopoldino de Oliveira, às margens do referido córrego. É calçada a paralelepípedos em toda a sua extensão. Foi tentada de modo infrutífero a sua arborização entre as ruas Santo Antônio e Alaor Prata. A rua Seg1ismundo compõe-se de três partes distintas, a saber: 1ª a da antiga rua do 'Mercado', antes chamada das 'Flores', com extremos entre a rua 'Alaor Prata' ao fim da 'Sete de Setembro'. O trecho da mesma entre a Rua Alaor Prata e a Praça Comendador Quintino, na nomenclatura de 1900, foi dividido em 'rua' e 'ladeira', ambas com a denominação Brasil. Em 1916 a Câmara Municipal mudou esta denominação para rua 'Dr. Lauro Borges', 2ª teve esta origem: em 1918, estando já aberta ao trânsito a 'Rua Nova' entre Alaor Prata e Vigário Silva, no prolongamento da rua Dr. Lauro Borges, só de casas construídas pelo Cel. Eliezer Mendes dos Santos, o Governo Municipal deu às ladeiras do Mercado (ou do Fórum) e Rua General Carneiro, o nome do Doutor Lauro Borges. Assim, as ruas 'Doutor Lauro Borges' e 'Nova, ' reunidas numa só, receberam o nome de Segismundo Mendes, filho daquele coronel. Em (1928), anexou-se a esta o trecho da nova rua aberta entre Vigário Silva e Santo Antônio*. Lembra o nome do vereador e grande industrial uberabense, Segismundo Mendes dos Santos, falecido a 30 de outubro de 1918" (PONTES, 1978, p.296). A rua começa, atualmente, na Praça Comendador Quintino e finaliza na Rua Santo Antônio, de acordo com a lista de assinantes da Empresa Telefônica de Uberaba. * NE - O Decreto Lei que autorizou a desapropriação dos terrenos é o de nº 564 de 06 de fevereiro de 1928.
Histórico:
A Rua São Miguel "começa na Praça Frei Eugênio e finaliza na praça Dr. Tomás Ulhôa. Dá nascimento, à direita, a travesso Ernesto Pena. É atravessada pelas ruas Santo Antônio, Vigário Silva e do Carmo. Em tosca ponte de madeira é atravessada pelo Córrego do Capão da Igreja. É sarjetada e abaulada acima da Rua Santo Antônio. Pertence, antes da ponte, à Colina da Matriz, e além, à D'Abadia, no trecho da Misericórdia. Em 1855 chamava-se Rua da Alegria, posteriormente, do José Fernandes do Ezequiel. A Comissão Recenseadora de 1880 deu-lhe o nome de Rua do Carmo, que o Tenente Coronel Sampaio mudou para São Miguel, que tem até hoje. É vulgarmente conhecida por Bacolerê" (PONTES, 1978, p.295). Na década de 1970, a Rua São Miguel, passou a denominar-se rua Dr. Paulo Pontes. A atual Rua Doutor Paulo Pontes, inicia na Praça Frei Eugênio e finaliza na Rua Vigário Silva, dando início à Rua Quenga Vaz, que finda na praça Dr. Thomaz Ulhôa.
Histórico:
"A Companhia Mojiana inaugurou-se, em Uberaba, no dia 23 de abril de 1889. O prolongamento de seus trilhos até esta cidade deveu-se, principalmente, aos esforços do Major Joaquim José de Oliveira Pena (Senador Pena) que, na Assembléia Estadual, coadjuvado por seu colega Comendador Joaquim Antônio Gomes da Silva (um dos ilustres filhos de Frutal), conseguiu a realização do grande melhoramento. Era Presidente da Província, o Dr. Antônio Gonçalves Chaves; Engenheiro-Chefe da Mojiana, o Dr. Joaquim Miguel Ribeiro Lisboa, signatários do contrato. A Rua do Comércio (atual Artur Machado) denominou-se, por algum tempo, "Rua Barão de Ataliba", em homenagem ao Barão de Ataliba Nogueira, um dos diretores da Mojiana. Era o início de uma fase magnífica de prosperidade. As pontas dos trilhos da Mojiana aqui ficaram por cerca de 7 (sete) anos, pois, o trecho compreendido entre Uberaba e São Pedro do Uberabinha (Uberlândia) só seria inaugurado em 21 de dezembro de 1895. A Mojiana integrou-se, definitivamente, na nossa civilização" (MENDONÇA, 1974, p.121-122). Devido ao crescimento de Uberaba, a Estação Férrea localizada no final da Rua Artur Machado já não comportava mais o crescimento da cidade. Em janeiro de 1946, deu início à construção da nova Estação Férrea. O descontentamento dos moradores da Rua Artur Machado obrigou-os a proceder a um abaixo-assinado contra a mudança da Estação. O abaixo-assinado foi publicado no jornal "O Triângulo", de Uberaba, em 11 de maio de 1948. Cerca de duzentas assinaturas foram encaminhadas ao Sr. Dr. Henrique Von Kruger, ilustre presidente da Câmara Municipal de Uberaba. Mesmo com o apelo de alguns moradores e comerciantes daquela rua, a Cia. Mogiana transferiu-se para a Praça Doutor Rebouças, neste mesmo ano. O engenheiro responsável pela construção do novo prédio foi o Dr. Abel Reis. Em 10 de novembro de 1971, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, juntamente com outras quatro Ferrovias do Estado de São Paulo, foram incorporadas à FEPASA - Ferrovia Paulista S.A., por força do Decreto nº 10.410, de 28 de outubro do mesmo ano. Atualmente, a FEPASA, não mais mantém os carros de passageiros, os mesmos foram desativados em setembro de 1997, executando apenas, o transporte de cargas. A 1ª Estação Férrea de Uberaba localizava-se no alto da Boa Vista, na atual Rua Menelick de Carvalho, onde atualmente funciona a Engeset.
Histórico:
A Rua Tristão de Castro "começa no canto superior direito da Praça Rui Barbosa e finaliza na Rua Triângulo Mineiro**. Dela partem, à esquerda, a rua Cel. Carlos Rodrigues da Cunha; à direita, a Travessa Cel. José Ferreira, à esquerda a Travessa Frei Eugênio; é atravessada pela Travessa da Força e ruas Teófilo Otoni e José de Alencar. Fica na Colina da Matriz. Desde a sua formação anteriormente a 1880, já se conhecia pelo nome de rua Azagaia, ou simplesmente, do 'Zagaia', nome este derivado da semelhança do terreno em que essa via se desenvolveu, com os campos do conhecido Chapadão do Zagaia, ao sul do arraial do Desemboque. A comissão recenseadora de 1880 contemplando-a com o nome de 'Antiga rua do Azagaia', deu-lhe, todavia, o nome de 'Rua de São Miguel', que o Tenente Coronel Sampaio mudou para Tristão de Castro, em lembrança de Tristão de Castro Guimarães, doador do patrimônio do Arraial da Capelinha, nas cabeceiras do Lajeado dos Ribeiros. Uma metade desta rua acha-se calçada por paralelepípedos, e a outra por macadame"(PONTES, 1978, p.299-300). A atual Rua Tristão de Castro começa na Praça Rui Barbosa e finaliza na Avenida Alberto Martins Fontoura Borges, no Bairro São Benedito. * NE - A Rua Triângulo Mineiro é a atual Av. Alberto Martins Fontoura Borges.
Histórico:
A rua "Dr. João Pinheiro começa na Rua Saldanha Marinho e finaliza no campo além da Vila Carlos Machado que fica à direita. É atravessada em ponte de arco de tijolos, pelo Córrego do Pontilhão e pelas ruas Doutor João Caetano, Padre Zeferino e Padre Francisco Rocha. Nela finalizam à esquerda, a Rua Silva Jardim ou Santo Eustáquio; e à direita, parte da Rua Engenheiro Cândido Gomide, acima das Oficinas da Companhia Mogiana. É asfaltada da Rua Saldanha Marinho ao cruzamento do Padre Zeferino, e daqui para cima, apenas sarjeteada, até a Rua Padre Francisco Rocha. Pertence aos altos do Fabrício e da Estação. É uma das ruas mais antigas de Uberaba. Teve diferentes nomes conforme as pessoas distintas que a habitavam. Assim foi rua dos 'Lemes', do 'Vieira', do 'Firmino', etc. em 1855 era conhecida pelo nome de rua dos 'Ingleses', logo depois rua da 'Pinga', como ainda hoje se diz. A comissão recenseadora de 1880 encontrou-a com o nome de Antiga rua da Pinga, e deu-lhe o de rua das Flores, que em 1908, recebeu a denominação oficial de rua Dr. João Pinheiro. De futuro, esta rua será prolongada do quarteirão entre as ruas Saldanha Marinho e Vigário Silva, ligando-se à rua Major Eustáquio. Este melhoramento, cuja execução virá descongestionar o trânsito da rua Artur Machado entre as Estações Férreas da Mogiana e Oeste de Minas” (PONTES, 1978, p.285). A atual Rua João Pinheiro começa na Avenida Leopoldino de Oliveira e finaliza no Conjunto Habitacional Morada do Sol.
Histórico:
“Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz”. A água viria do "olho d'água do Indaiá", conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, e o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foram remodeladas, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada, sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). Vista geral da Praça, destacando a coluna de Cristo e o Chafariz.
Histórico:
"Após a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Uberaba, no Largo da Matriz, em 1837, foi autorizada, ali, pelos vereadores, a construção de um chafariz. A água viria do "olho d'água do Indaiá", Conduzida por bicas de tábuas. O chafariz foi um fracasso, a água não veio, E o povo o apelidou de "catacumba seca". Em 1882, o professor Cecílio Antônio da Silva iniciou uma campanha, no seu jornalzinho "A Violeta", para ajardinar o "Largo" já que esta era uma preocupação constante, sem nada conseguir. Em 1885, no mesmo local, foi construído um segundo chafariz, com peças metálicas, circundado por um tanque de tijolos, tendo nos fustes cabeças de leão, jorrando água para a frente leste. Havia ali, ainda, um belo cruzeiro, construído inicialmente pelo carpinteiro, Joaquim Francisco Ananias e concluído pelo artista alemão, Fernando Ankerckrone, que foi demolido em 1896, por ordens do Cônego Aurélio de Sousa. Em 1894, José Augusto de Paiva Teixeira (Cazuza), através do jornal "A Gazetinha", retomou a idéia de ajardinar a Praça, que foi aceita pelo Governo Municipal, Dr. Gabriel Teixeira Junqueira. A inauguração do jardim se deu em 15 de abril de 1894. Era cercado por arame farpado, contornado por um grosseiro passeio de pedra Tapiocanga. As plantas e as árvores cresceram, tornou-se um bosque perfeito, sendo apelidado de "Capão Municipal", pelo povo. Em 1906, o Largo da Matriz, agora, com o seu jardim formado, passou a ter denominação de "Praça Afonso Pena". Em 1911, na administração do Dr. Felipe Aché, o coreto foi transferido para o jardim central da Cidade de Veríssimo - MG, sendo armado em seu lugar um outro, metálico, de forma hexagonal. Na gestão do Dr. Silvino Pacheco Araújo, substituiu-se o coreto por um outro de cimento armado. Ergueu-se também, no lugar da fonte d'água, uma estátua de Cristo. A Praça passou a ter a denominação de "Praça Rui Barbosa". Na década de 1920 foi remodelada, sendo plantadas palmeiras imperiais e lindas árvores. Na gestão do Dr. Whady José Nassif, sofreu outra remodelação, perdendo o coreto, as árvores e as palmeiras imperiais. A Coluna de Cristo permaneceu. Foi erguido um monumento em homenagem ao Governador de Estado de Minas, Dr. Benedito Valadares, pelos benefícios por ele prestados à comunidade. Por ocasião do Centenário da cidade, 1956, o prefeito Arthur de Melo Teixeira, fez novas modificações na Praça Rui Barbosa. Conservou os monumentos já erguidos e construiu uma fonte luminosa. O calçamento de paralelepípedo foi substituído por bloquetes. A Colônia Sírio - Libanesa ofereceu à cidade uma Estátua de seu fundador, Major Eustáquio, erguida na Praça. Também, nesta época, foi colocada uma coluna, com o busto do Presidente Juscelino Kubistchek. A partir de 1967, o Prefeito Municipal Dr. João Guido, transformou a Praça Rui Barbosa em estacionamento de automóveis. Desta vez a Coluna de Cristo foi retirada , sendo transferida para a Av. Presidente Vargas. Os outros monumentos foram mantidos. Em 30 de Abril de 1971, o Prefeito Arnaldo Rosa Prata, inaugurou, na praça, uma Galeria de Artes e Sanitários Públicos. Na década de 1980, de estacionamento de automóveis, passou a ser terminal de ônibus coletivos. Amontoaram-se ali uma infinidade de camelôs. Em novembro de 1990, retornou a estacionamento de automóveis. Em 1992 passou por uma nova reforma sendo arborizada, com coreto e cascata, lanchonete, banca de revistas, sanitários públicos e longos passeios construídos com pedra portuguesa em preto e branco. Os primeiros monumentos foram retirados. “O projeto foi do arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy” (BLANCATO, 1992). A foto destaca os condutores de veículos de praça, prestando homenagem ao prefeito Guilherme Ferreira, que em um período relativamente curto, construiu cerca de 600 km de magníficas estradas de rodagens e eliminou por completo a cobranças de taxas e pedágios que vigoravam em todos os caminhos de automóveis do município.

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