PASSAGEM DO TEMPO DOS NOSSOS VELHOS
“Mostra três idosos”. Pais heróis e mães heroínas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. “Mostra dois idosos” Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. “Mostra um idoso, cabisbaixa esfregando os olhos”. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada. “mostra um casal de idosos se abraçando, no melhor carinho”. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? “Mostra duas senhoras idosa, sentadas olhando as paisagens do horizonte”. Envelheceram....Nossos pais envelhecem. Ninguém, havia nos preparado pra isso. “Mostra o casal Jorge Amado e sua esposa” . Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. “Mostra um Senhor idoso, com os braços abertas e as mãos para cima”.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles, serem cuidados e mimados por nós, nem que para isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
“Mostra uma Senhora se olhos abertos, aparentando satisfações”. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. “Mostra um idiso, com uma bola de cristal na mão, mostrando a uma criança”. Não fazem mais planos a longo prazo, agora, dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. “Mostra um idoso com o chapéu na cabeça e uma maçã nas mãos e ameaçando comê-la”. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
“Mostra um idoso com chapéu na cabeça, um os óculos, adimirando uma coisa de cabaça pendida”. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
“Mostra uma casal de idosos, cariciando as mãos de cada um”. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. “Mostra um idoso pensando, com as mãos encima de uma bengala”. Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. “Mostrando três pessoas, um humem de cor negra já e babeça branca, jesticulando as mãos com se tivece dsando intruções os outros dois, sendo uma mulher moça, com um ar de surpesas, com a mão no maxilar inferior e um outro homem moço, que só se vê os seus braços”. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. “Mostrando uma Senhora deitada e um cidadão de cabeça branca lhe oferecendo um presente e um buquê de flor”. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. “Mostra uma Senhora negra e três crianças, também negras ambas sentadas em um sofá”. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. “Mostra uma imagem de duas mãos cariciando uma outra”. Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram, nos dar alegrias. “Mostra um idoso sentado com as mãos no rosto e os cotovelas dos braços apoiados no seu colo”. Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres!! “Mostra um cidadão de cocora, tentando tirar alguns objetos que perturam uma criança, que está sentada em um rtronco de maramore”. E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia. “Mosra um idiso sentado em um sofá, enrolado em um cobertor, usando óculos e um boné”. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...”Mostra um mão de um idoso, segurando em uma bengala”. Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós. “Mostra um idoso em um barraco tosco e um cachorro deitado do lado dele, sentado em toco, com sua esposa no colo”. Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco...”Mostra um cidadõ sentado na beira da preia, apreciando as belesas do por do sol e do Mar”.
... possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa. “Mostra um calal de idosos abraçados e sorridentes”.
Afinal, nossos heróis de ontem...”Mostra um casal alegre e dançando, na beira do Mar”.
Serão nossos heróis eternamente ...”Mostra um casal de idosos sentados e se cariciando”.
Uma pessoa permanece jovem na medida em que ainda é capaz de aprender, adquirir nos hábitos, e tolerar contradições MARIE VON EBNER – ESCHENBACH. Autora: MARTHA MEDEIROS. Obrigado!
“Mostra três idosos”. Pais heróis e mães heroínas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. “Mostra dois idosos” Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. “Mostra um idoso, cabisbaixa esfregando os olhos”. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada. “mostra um casal de idosos se abraçando, no melhor carinho”. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? “Mostra duas senhoras idosa, sentadas olhando as paisagens do horizonte”. Envelheceram....Nossos pais envelhecem. Ninguém, havia nos preparado pra isso. “Mostra o casal Jorge Amado e sua esposa” . Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. “Mostra um Senhor idoso, com os braços abertas e as mãos para cima”.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles, serem cuidados e mimados por nós, nem que para isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
“Mostra uma Senhora se olhos abertos, aparentando satisfações”. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. “Mostra um idiso, com uma bola de cristal na mão, mostrando a uma criança”. Não fazem mais planos a longo prazo, agora, dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. “Mostra um idoso com o chapéu na cabeça e uma maçã nas mãos e ameaçando comê-la”. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
“Mostra um idoso com chapéu na cabeça, um os óculos, adimirando uma coisa de cabaça pendida”. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
“Mostra uma casal de idosos, cariciando as mãos de cada um”. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. “Mostra um idoso pensando, com as mãos encima de uma bengala”. Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. “Mostrando três pessoas, um humem de cor negra já e babeça branca, jesticulando as mãos com se tivece dsando intruções os outros dois, sendo uma mulher moça, com um ar de surpesas, com a mão no maxilar inferior e um outro homem moço, que só se vê os seus braços”. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. “Mostrando uma Senhora deitada e um cidadão de cabeça branca lhe oferecendo um presente e um buquê de flor”. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. “Mostra uma Senhora negra e três crianças, também negras ambas sentadas em um sofá”. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. “Mostra uma imagem de duas mãos cariciando uma outra”. Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram, nos dar alegrias. “Mostra um idoso sentado com as mãos no rosto e os cotovelas dos braços apoiados no seu colo”. Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres!! “Mostra um cidadão de cocora, tentando tirar alguns objetos que perturam uma criança, que está sentada em um rtronco de maramore”. E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia. “Mosra um idiso sentado em um sofá, enrolado em um cobertor, usando óculos e um boné”. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...”Mostra um mão de um idoso, segurando em uma bengala”. Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós. “Mostra um idoso em um barraco tosco e um cachorro deitado do lado dele, sentado em toco, com sua esposa no colo”. Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco...”Mostra um cidadõ sentado na beira da preia, apreciando as belesas do por do sol e do Mar”.
... possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa. “Mostra um calal de idosos abraçados e sorridentes”.
Afinal, nossos heróis de ontem...”Mostra um casal alegre e dançando, na beira do Mar”.
Serão nossos heróis eternamente ...”Mostra um casal de idosos sentados e se cariciando”.
Uma pessoa permanece jovem na medida em que ainda é capaz de aprender, adquirir nos hábitos, e tolerar contradições MARIE VON EBNER – ESCHENBACH. Autora: MARTHA MEDEIROS. Obrigado!

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