FONTE: ENCICLOPEDIA BARSA.
Professor de Português, Flavio Warken.
No Colégio Comercial Estadual “Antonio de Castro Alves”
Em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná, Brasil.
Em 19 de fevereiro de 1.975
O Parnasianismo procura a excelência da forma, a pureza do estilo, a inspiração na história, de tal forma que a poesia se torne em grande parte, fria, impassível, descritiva e impessoal.
O Parnasianismo de origem francesa (Leconte Lislo), suas primeiras manifestações datam de 1.866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de poesias, intitulada “Paenasse Conteporanin”: em 1.871 e 1.876, saem outras duas coletânea, Reagindo contra o sentimentalismo romântico, os poetas parnasianos pregam o principio da Arte pela Arte, isso é, defender uma arte que não servia a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria. A arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres visíveis e concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo que existiria dentro dele. Daí vem que os parnasianos sejam formalistas e preguem o cuidado da forma art6istica como exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais: antes, impessoalizar-se tanto quanto possíveis pela descrição dos objetos, vias de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da natureza (o fluxo o refluxo das ondas do mar, vôo dos pássaros, etc.). Esteticistas, portanto, anseiam uma arte universal, contrariamente ao personalismo romântico. Por via desse repúdio ao subjetivismo, retomam o culto dos clássicos greco-latinos, seja enquanto culto do estilo, seja enquanto modo de encarar a realidade, inclusive com notas de sensualismo epicurista e uma concepção meio pagã da mulher. Como é fácil de ver, trata-se de um programa que tentam por em prática sem muito êxito, o quanto e alcançam, perpetuam má poesia impassibilidade parnasiana atenta contra a característica fundamental da Arte, que é ser uma visão intuitiva, logo emotiva, e pessoal, da realidade. Em toda à parte, observa-se osso contra-senso íntimo do Parnasianismo.
Em Portugal tentou-se introduzir o movimento parnasiano: certamente impregnou a línguas, poéticas, exerceu influência, mas não passa de prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Representantes portugueses: Começava Crespo. O Conde de Monsaraz e Júlio Dantas.
NO BRASIL.
As primeiras às manifestações contra a Escola Romântica se fazem de início na poesia, como repúdio ao sentimentalismo romântico e como busca de expressão social arranjada, iniciando a chamada “Batalha do Parnaso” que preconizava uma idéia nova onde teria lugar vivência fraterna baseada no socialismo utópico e em sonhos de justiça. Esta manifestação surgida em 1.878 foi antes uma articulação do que propriamente uma realização de princípios. As novidades pregadas ligavam-se ao uso de um tom exacerbado dos sentimentos, ao aproveitamento dos temas científicos e filosóficos, tais como a evolução, a visão da história, a luta pela vida, tudo isto baseado numa ideologia progressista. A descrição objetiva da realidade em contraposição às visões ideais dos românticos foi um dos pontos mais importantes dentro da nova escola.
Contudo esta corrente, apesar de manifestar rigoroso sentimento anti-romântico, é ainda romântica. Somente em 1.880, começa a aparecer o elemento diferenciador, o timbre novo que caracterizará a nova escola: o culto da forma conhecida como parnasianismo. A partir de 1.883 a nova tendência se firma em bases sólidas e indestrutíveis com um triunfo rápido, contando entre nós, com jovens como: Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac. A união da arte e ciência: renunciando ao lirismo, a poesia deve voltar-se para o passado, entrando ao mesmo tempo na vida inteligente da época, a vida da ciência e da filosofia positiva. “A arte e a ciência longamente separadas em conseqüência de esforços divergentes da inteligência devem atendera sua estreita união".
O culto da beleza: hostil aos arroubes do lirismo romântico e da sua fraqueza Leconte atribui a arte a mais alta missão: realizar a beleza. Assim afirma que a arte é um “lixo internacional” reservando a uma elite, independente da verdade, da utilidade e da moral, não tendo senão um objetivo: o belo. A liderança da arte: por natureza a arte é desinteressada, não se deve por tentativa propor nenhum fim útil, ela, contem seu próprio fim. Assim ela deve permanecer independente da moral e da política: para ser pura ela deve desconfiar do sentimentalismo, preferindo às emoções as sensações e impressões.
A beleza: o artista não conhece senão um culto, o da beleza, só ela é eterna. Não tendo outro fim senão a beleza, a poesia se ligará às artes plásticas. A técnica: para se conseguir a beleza o artista não deve negligenciar nada, não deve deixar nada ao acaso. O trabalho da forma, as pesquisas técnicas, torna-se essenciais, banindo toda facilidade. No Brasil, o Movimento adotou e desenvolveu o metro alexandrino, a exemplo, silabas dos autores franceses. Deixado de lado às forças com oitavas e décimas de redondilhas; passarem a usar também as composições de metro alternado, não apenas versos de dez, seis, ou sete silabam mais ainda metros menores que permitiam arabescos plásticos. A restauração de velhas formas regulares, algumas de origem medieval como am balada, o tioló sexitina e o canto real, foi uma das características da escola parnasiana no Brasil. A forma poética mais usada foi o soneto quase abandonado pelos românticos. No que se refere à língua procuram uma apresentação gramatical que chegou às vezes ao pedantismo, CARACTERÍSTICA. usado do tom acadêmico e professoral onde foi empregado excessivamente o vocabulário das artes plásticas. Indo mais longe, e acentuando a busca de elegância e requinte formal, comparam-se na minúcia descritiva dos objetos raros: pomos de espada, taças, adereços: Tu, artistas, com, zelo, Esmerilha e investiga. A par desta tendência de imitação, os nossos poetas aproveitaram temas tradicionais do lirismo de língua portuguesa, tais como a magia, am dúvida, a aspiração o triunfo amoroso. Como obrigação da estética quase todos os autores cantaram a Antiguidade Greco-romana. Aplicaram também a mesma arte na evocação de cenas da nossa vida. De Raimundo Correia PARNASIANISMO.
Poetas parnasianos: Afonso Celso; Luis Guimarães Junior; Luis Delfino; Teófilo Dias; Alberto de Oliveira; Olavo Bilac; Raimundo Correia; Vicente de Carvalho; Emílio de Meneses; Francisca Júlia; Amadeu Amaral; Olegário Maciel Augusto dos Anjos, etc.
O realismo em relação à poesia. Perfeição está na forma. Correção absoluta da engajem. É uma reação contra o subjetivismo exagerado dos românticos e contra o desleixo da forma. Comediante tem limitação no emprego de figura de ornamento.
Música nos versos, adquirida, principalmente na variedade de vogais.
EXIGE A NOVA ESCOLA.
1 - Impassibilidade: nada de emoção, pintar e não sentir.
2 – Refinado esmero de linguagem.
3 – Somente reabilitado; predileção pelos versos alexandrinos.
4 – Objetivismo na composição.
5 – Tendência para os tremas Greco-Latinos.
6 – Abandono de personalismo exaustivo.
7 – Busca de novos ritmos daí a riqueza vocabular, a variação de vogais, e rima rica, a condenação do hiato.
8 – No Brasil o parnasianismo começou com Afonso Celso e Luis Guimarães em 1.872. Reeditado em 20 de dezembro de 2.004. Geraldo Porci de Araújo.
Professor de Português, Flavio Warken.
No Colégio Comercial Estadual “Antonio de Castro Alves”
Em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná, Brasil.
Em 19 de fevereiro de 1.975
O Parnasianismo procura a excelência da forma, a pureza do estilo, a inspiração na história, de tal forma que a poesia se torne em grande parte, fria, impassível, descritiva e impessoal.
O Parnasianismo de origem francesa (Leconte Lislo), suas primeiras manifestações datam de 1.866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de poesias, intitulada “Paenasse Conteporanin”: em 1.871 e 1.876, saem outras duas coletânea, Reagindo contra o sentimentalismo romântico, os poetas parnasianos pregam o principio da Arte pela Arte, isso é, defender uma arte que não servia a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria. A arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres visíveis e concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo que existiria dentro dele. Daí vem que os parnasianos sejam formalistas e preguem o cuidado da forma art6istica como exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais: antes, impessoalizar-se tanto quanto possíveis pela descrição dos objetos, vias de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da natureza (o fluxo o refluxo das ondas do mar, vôo dos pássaros, etc.). Esteticistas, portanto, anseiam uma arte universal, contrariamente ao personalismo romântico. Por via desse repúdio ao subjetivismo, retomam o culto dos clássicos greco-latinos, seja enquanto culto do estilo, seja enquanto modo de encarar a realidade, inclusive com notas de sensualismo epicurista e uma concepção meio pagã da mulher. Como é fácil de ver, trata-se de um programa que tentam por em prática sem muito êxito, o quanto e alcançam, perpetuam má poesia impassibilidade parnasiana atenta contra a característica fundamental da Arte, que é ser uma visão intuitiva, logo emotiva, e pessoal, da realidade. Em toda à parte, observa-se osso contra-senso íntimo do Parnasianismo.
Em Portugal tentou-se introduzir o movimento parnasiano: certamente impregnou a línguas, poéticas, exerceu influência, mas não passa de prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Representantes portugueses: Começava Crespo. O Conde de Monsaraz e Júlio Dantas.
NO BRASIL.
As primeiras às manifestações contra a Escola Romântica se fazem de início na poesia, como repúdio ao sentimentalismo romântico e como busca de expressão social arranjada, iniciando a chamada “Batalha do Parnaso” que preconizava uma idéia nova onde teria lugar vivência fraterna baseada no socialismo utópico e em sonhos de justiça. Esta manifestação surgida em 1.878 foi antes uma articulação do que propriamente uma realização de princípios. As novidades pregadas ligavam-se ao uso de um tom exacerbado dos sentimentos, ao aproveitamento dos temas científicos e filosóficos, tais como a evolução, a visão da história, a luta pela vida, tudo isto baseado numa ideologia progressista. A descrição objetiva da realidade em contraposição às visões ideais dos românticos foi um dos pontos mais importantes dentro da nova escola.
Contudo esta corrente, apesar de manifestar rigoroso sentimento anti-romântico, é ainda romântica. Somente em 1.880, começa a aparecer o elemento diferenciador, o timbre novo que caracterizará a nova escola: o culto da forma conhecida como parnasianismo. A partir de 1.883 a nova tendência se firma em bases sólidas e indestrutíveis com um triunfo rápido, contando entre nós, com jovens como: Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac. A união da arte e ciência: renunciando ao lirismo, a poesia deve voltar-se para o passado, entrando ao mesmo tempo na vida inteligente da época, a vida da ciência e da filosofia positiva. “A arte e a ciência longamente separadas em conseqüência de esforços divergentes da inteligência devem atendera sua estreita união".
O culto da beleza: hostil aos arroubes do lirismo romântico e da sua fraqueza Leconte atribui a arte a mais alta missão: realizar a beleza. Assim afirma que a arte é um “lixo internacional” reservando a uma elite, independente da verdade, da utilidade e da moral, não tendo senão um objetivo: o belo. A liderança da arte: por natureza a arte é desinteressada, não se deve por tentativa propor nenhum fim útil, ela, contem seu próprio fim. Assim ela deve permanecer independente da moral e da política: para ser pura ela deve desconfiar do sentimentalismo, preferindo às emoções as sensações e impressões.
A beleza: o artista não conhece senão um culto, o da beleza, só ela é eterna. Não tendo outro fim senão a beleza, a poesia se ligará às artes plásticas. A técnica: para se conseguir a beleza o artista não deve negligenciar nada, não deve deixar nada ao acaso. O trabalho da forma, as pesquisas técnicas, torna-se essenciais, banindo toda facilidade. No Brasil, o Movimento adotou e desenvolveu o metro alexandrino, a exemplo, silabas dos autores franceses. Deixado de lado às forças com oitavas e décimas de redondilhas; passarem a usar também as composições de metro alternado, não apenas versos de dez, seis, ou sete silabam mais ainda metros menores que permitiam arabescos plásticos. A restauração de velhas formas regulares, algumas de origem medieval como am balada, o tioló sexitina e o canto real, foi uma das características da escola parnasiana no Brasil. A forma poética mais usada foi o soneto quase abandonado pelos românticos. No que se refere à língua procuram uma apresentação gramatical que chegou às vezes ao pedantismo, CARACTERÍSTICA. usado do tom acadêmico e professoral onde foi empregado excessivamente o vocabulário das artes plásticas. Indo mais longe, e acentuando a busca de elegância e requinte formal, comparam-se na minúcia descritiva dos objetos raros: pomos de espada, taças, adereços: Tu, artistas, com, zelo, Esmerilha e investiga. A par desta tendência de imitação, os nossos poetas aproveitaram temas tradicionais do lirismo de língua portuguesa, tais como a magia, am dúvida, a aspiração o triunfo amoroso. Como obrigação da estética quase todos os autores cantaram a Antiguidade Greco-romana. Aplicaram também a mesma arte na evocação de cenas da nossa vida. De Raimundo Correia PARNASIANISMO.
Poetas parnasianos: Afonso Celso; Luis Guimarães Junior; Luis Delfino; Teófilo Dias; Alberto de Oliveira; Olavo Bilac; Raimundo Correia; Vicente de Carvalho; Emílio de Meneses; Francisca Júlia; Amadeu Amaral; Olegário Maciel Augusto dos Anjos, etc.
O realismo em relação à poesia. Perfeição está na forma. Correção absoluta da engajem. É uma reação contra o subjetivismo exagerado dos românticos e contra o desleixo da forma. Comediante tem limitação no emprego de figura de ornamento.
Música nos versos, adquirida, principalmente na variedade de vogais.
EXIGE A NOVA ESCOLA.
1 - Impassibilidade: nada de emoção, pintar e não sentir.
2 – Refinado esmero de linguagem.
3 – Somente reabilitado; predileção pelos versos alexandrinos.
4 – Objetivismo na composição.
5 – Tendência para os tremas Greco-Latinos.
6 – Abandono de personalismo exaustivo.
7 – Busca de novos ritmos daí a riqueza vocabular, a variação de vogais, e rima rica, a condenação do hiato.
8 – No Brasil o parnasianismo começou com Afonso Celso e Luis Guimarães em 1.872. Reeditado em 20 de dezembro de 2.004. Geraldo Porci de Araújo.

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