quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A TEIA


Vale a pena acessar o site www.escolasempartido.org e ler o conteúdo do artigo Luta sem Classe, assinado pela jornalista Miriam Macedo. No referido texto, ela conta que retirou sua filha de determinada escola em virtude do escabroso material didático utilizado para deformação dos alunos. Quem acessar o site poderá ver que, por determinação judicial, foram suprimidas do relato certas referências. Permanece, contudo, o fato, muito semelhante, aliás, ao ocorrido em um município gaúcho, conforme narrado em julho do ano passado pelo jornalista Diego Casagrande no seu próprio blog, em artigo com o título de Revolução Silenciosa.
O caso citado por Diego Casagrande envolvia uma escola católica cujo livro didático de Geografia ensinava marxismo. Ali a aranha era mais traiçoeira porque o educandário, para atrair os incautos, ostenta nome religioso. Fosse seu pórtico de entrada encimado por referência sincera – algo assim como Educandário Che Guevara, Escola Ho Chi Minh, Colégio Pol Pot ou Luiz Carlos Prestes – ficaria identificado o perigo e a teia se esvaziaria.
Assim como a aranha vai gradualmente imobilizando suas vítimas com a saliva, assim também a dialética marxista vai gradualmente envolvendo e paralisando as sociedades que caem em suas teias. Não há experiência marxista – seja cultural, seja assumida pelo Estado – em que isso não tenha acontecido. Talvez convenha lembrarmos porquê.
Para o marxista, a propriedade privada é o pecado original da Civilização, um roubo praticado contra todos os demais. Com tal entendimento, que reprova ou impede a posse de bens, deixa de haver razão para o empenho individual indispensável ao dinamismo da atividade econômica. Da mesma forma, segundo a análise marxista, a História se resume em luta de classe, expressão do conflito entre oprimidos e opressores. E a Economia funciona como um jogo onde se alguém ganha é porque alguém perde (tese simplista, desmentida por qualquer pessoa que tenha plantado uma bananeira). Portanto, quem faz negócios é explorador e o mercado é o covil dos piores ladrões. Nessas condições, toda pessoa de bem haverá de estar engajada na luta sindical, política ou revolucionária contra o sistema econômico. E passará a vida sem gerar um real de riqueza ou um grama de bem de consumo para a sociedade. Saiba, porém, que a teia vai se ampliar, porque todas as informações dão conta de que avança o processo Grassiano de manipulação de corações e mentes através da rede de ensino. A aranha terá um prato cheio. Autor: Percival Puggina. Enviado a Geraldo Porci de Araújo, em 07/4/07.

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